ALGUNS TORMENTOS QUE EMPERRAM O DESENVOLVIMENTO DOS UNIVERSITÁRIOS.
Este espaço universitário é destinado à reprodução de algumas experiências durante a vida acadêmica.
Nestes últimos quinze dias, aqui na Universidade, foram realizadas as primeiras Avaliações deste Semestre do Curso de Administração. Durante este período, muitos fatos inusitados aconteceram com os membros do nosso Grupal de estudos, acreditamos que isso só ocorreu devido à enorme e desgastante rotina de estudos a que fomos submetidos, pelo menos, era isso que pensávamos a princípio, já que somos levados a administrar um grande volume de informações ao mesmo tempo em uma única caixa receptora e gestora destes conhecimentos. E foi preciso se munir de muita coragem para tentar transcrever nestas linhas um pouco do que de fato aconteceu; bem, mas olhando para as duas semanas anteriores a nossa data atual; percebe-se que tudo isso ocorreu num curto espaço de tempo: algumas comunicações tecnologicamente inusitadas e surpreendentes entre os Membros da nossa turma de classe foram efetuadas, mas, antes de continuar relatando estes fatos, é importante ressaltar que devido às muitas horas destinadas aos estudos e a alta pressão acumulada pela busca dos objetivos desejados nas avaliações acadêmicas, muitos de nós universitários, nos sentimos muito pressionados e procuramos encontrar um meio de conseguir relaxar e tentar baixar o nível daquela imensa pressão acadêmica.
E foi durante essa longa procura por alguns momentos de relaxamento supremo, que se tornou impossível não perceber o que alguns dos membros do nosso Grupal de estudos faziam para tentar saciar a sua sede de conhecimento, alguns, chegaram até ao ponto máximo desse experimento coletivo, e deixaram-se envolver pela recém lançada terapia do Litrão ou até mesmo, houveram casos em que alguns se utilizaram da milenar terapia dos origamis, que consiste em recortar vários papéis idênticos em muitos pedacinhos bem diminutos e que só devem ser utilizados em um determinado momento, de preferência quando o professor estiver menos atento a alguns movimentos enigmáticos em sala de aula; mas também não foi muito difícil perceber os membros que recorrem às várias formas de terapias alternativas, como a já consagrada arte de contar as pontinhas dos fios de cabelo ou a tradicional magia da combinação de cores múltiplas nas unhas.
Aconteceu durante essa constante procura, por diversas vezes, geralmente as sextas-feiras, somos levados até certos locais um tanto inusitados, como um dos endereços mais disputados no meio acadêmico, o qual incorpora em seu espaço uma gama incalculável de valores diversificados da nossa sociedade, e é carinhosamente chamado pelo codinome: “Amarelinho”; outros colegas, entretanto, preferem participar de um safári coletivo e ir até as barraquinhas de cachorro quente, de milho cozinho ou até mesmo as barracas da linguiça, bem em frente à Universidade e se entregam aos prazeres da comilança sem fim, comilança essa, embalada pela pressão das múltiplas avaliações; mas também existem os mais imediatistas e fiéis estes vão no máximo, até o corredor mais próximo da sala de aula e se atracam com as máquinas de salgadinhos, refrigerantes, chocolates, balas, pirulitos e delas, conseguem absorver algumas porções de sossego e uma paz instantânea, e às vezes ainda, até conseguem algumas moedinhas a mais para acalmar o seu instinto animal; há ainda, alguns outros, que preferem a tão conhecida terapia da soneca em sala de aula e literalmente caem dentro dela ou ainda os mais nômades do grupo, esses preferem algumas das atrações do “roteiro cultural esfumaçado” da cidade e tem a oportunidade de assistir a alguns dos muitos espetáculos em cartaz, como o filme que traz em sua narrativa uma História Francesa que aborda em seu tema central alguns dos muitos erros da humanidade, erros esses que ainda continuamos a persegui-los e a repeti-los, talvez tenham sido eles a causa deste fato inusitado que passaremos a acompanhar a partir de agora: numa madrugada dessas, lá pela 01h40m, após a leitura de uns 20 (vinte) exercícios, os quais faziam parte da próxima avaliação de uma terça-feira, quando, ocorreu uma situação inusitada; foi o diálogo entre o cérebro e a pessoa portadora do mesmo.
- Parece que a humanidade está paralisada, e a causa disso é o medo, afirmou meu cérebro em um relance de pensamento.
Como assim? Perguntei.
- Noto que cada pessoa poderia realizar pelo menos o dobro do que faz, e tem medo.
Acredito que a humanidade está paralisada por causa do pavor que sente – e esse medo aos males, fecha a mente para todo e qualquer desenvolvimento.
- Mas Cérebro, o que significa o inconsciente?
- Qual é a sua idéia?
- Pelo que sei, é tudo aquilo que o ser humano esconde.
Posso afirmar que a vida consciente é ligada a “alguns valores”, pode ser Deus, uma conduta digna, uma forma de respeito em se tratar a todos ou outras formas semelhantes a estas; mas o inconsciente, é a negação a Ele – como se a primeira fosse a voz de “Algum Valor”, e o segundo a do Diabo – e é justamente nesta questão teórica, que Freud trouxe enorme prejuízo para a humanidade.
- Se Freud desejava que a pessoa manifestasse tudo o que acontecia no inconsciente, estava concedendo ao demônio o domínio sobre o ser humano.
- E não é isso o que está acontecendo com as pessoas?
Atualmente, vemos o sexo como se fosse mais um artigo de consumo, sendo este o motivo de tantas perversões e desencontros a respeito.
- Assisti a um filme francês, A Religiosa, e agora compreendo por que eles foram atacados na Revolução Francesa.
- Por que pensa assim?
- Os religiosos eram tão intransigentes, projetando todos os seus problemas no povo.
- O que, por exemplo?
- Colocando no sexo a causa de todos os problemas da humanidade.
Note bem, que o desconhecimento da ciência do psicopatológico é sempre a causa de todas as desavenças.
- Lúcifer ensinou o ser humano a colocar no sexo a causa de todos os problemas.
- Por que acha que ele fez isso?
- Por que ele não tendo sexo, pôde agir à vontade em sua soberba de ódio.
Existe um famoso ditado que fala que o início da sabedoria está no temor ao Senhor (Initium Sapientiae Timor Domini) – agora, existe essa questão: quem é esse Senhor?
- Mas cérebro, os apóstolos só tiveram coragem de pregar o Cristianismo, quando receberam o “Espírito Santo.”
- Será que antes eles eram um grupo de covardes, apavorados pelos poderes da época?
Percebam, que ainda agora acontece o mesmo, e o povo permanece paralisado diante de alguns indivíduos que galgam o poder, às vezes até indevidamente, sendo respeitados somente por causa de sua posição.
- Isso me leva a pensar: sem valores reais, é impossível realizar alguma coisa de valor.
- Mas, e quanto aos descrentes, os ateus?
- Seriam eles totalmente medíocres? Ou estariam eles muito mais avançados do que a nossa vã filosofia pode responder?
Lembrando sobre Freud, de um lado foi genial, em sua metodologia, mas de outro, foi estranhamente sem valor, sem suas teorias.
A consciência do temor aos demônios constitui a abertura para a sabedoria – bem ao contrário da famosa frase “O Início da Sabedoria é o Temor ao Senhor” (Initium Sapientiae Timor Domini), a não ser que esse Senhor seja o demônio. Agora, podemos dizer, novamente, que o início, meio e fim da sabedoria é devido a um conjunto de valores, entre eles a razão. E por falar em razão, chegamos ao final deste, mas, com o pensamento ainda bem distante. Teria este diálogo realmente acontecido? O Meu cérebro, comigo mesmo? Ou isso é somente uma abstração da realidade devido à pressão sofrida pelo meu cérebro com os constantes testes que ele vem sofrendo? Creio que somente no próximo período das Avaliações aqui da Universidade é que poderemos tirar isso a limpo, ou talvez, numa próxima aula de segunda-feira, que promete e promete muito, isso porque será realizada a entrega da última Avaliação e talvez alguma reação coletiva possa vir a ser desencadeada. Quem viver vera; então, até lá, e vamos seguindo com o sistema do Passo a Passo, devidamente monitorado por algum sistema digital de ponta.
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